Capsulite Adesiva

Olá pessoal!! Hoje o assunto é Capsulite Adesiva!!

A Capsulite Adesiva, também conhecida como ombro congelado, é uma inflamação na cápsula articular do ombro.  Uma espécie de membrana que estabiliza e permite a livre movimentação da articulação, porém, quando essa cápsula inflama, causa uma espécie de fibrose, espessamento e rigidez em toda sua dimensão, levando à dor e limitações nos movimentos do ombro.

1420825959973CAUSAS: Ela pode estar relacionada a traumas diretos, fatores genéticos e à reações autoimunes,  não se sabe exatamente como ela é originada, por isso, ela pode ser uma doença considerada idiopática, isto é, um problema que surge sem que possamos identificar uma causa clara. Sabe-se que ela é muito mais frequente em pacientes com doenças hormonais, como o diabetes e as doenças da tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo), mas pode ocorrer em indivíduos sem essas alterações. Também pode ocorrer em pacientes que permaneceram com o ombro imobilizado por um período prolongado, em pacientes com hérnia de disco cervical, ou ainda, por esforços repetitivos.

A doença torna-se mais frequente a partir dos 55 anos, sendo rara antes dos 40 anos de idade. As mulheres são mais acometidas que os homens.

Independentemente de qual ombro foi acometido primeiro, cerca de 10% dos pacientes, o ombro contralateral também se torna doente dentro de um intervalo de 5 anos.

A capsulite adesiva ocorre em 3 diferentes fases:

  • Primeira fase: fase inflamatória ou dolorosa. A dor pode ser leve no início, mas em poucos dias ou semanas progride para uma dor muito forte e extremamente limitante, que costuma aumentar durante a noite. Diferentemente das tendinites, bursites e da síndrome do impacto, qualquer movimento pode gerar a dor e não apenas os movimentos com os braços para cima. Nessa fase o movimento do ombro, apesar de doloroso, pode ainda estar normal. Essa fase dolorosa pode durar de 2 a 9 meses.
  • Segunda fase: fase de rigidez ou congelamento. A dor começa a diminuir porem há uma perda progressiva dos movimentos do ombro e um aumento de rigidez. O indivíduo sente o ombro mais curto, não alcança locais altos que alcançava antes da lesão, apresenta perda dos movimentos de rotação do ombro, não conseguindo colocar a mão nas costas, vestir um casaco, buscar o cinto de segurança ou prender o sutiã. Essa fase de rigidez pode durar de 4 a 12 meses. A incapacidade funcional não está diretamente ligada à dor, o paciente simplesmente não consegue mover o ombro como antigamente porque ele encontra-se rígido ou “congelado”. Nesta fase, a dor só costuma surgir quando o paciente tenta mover o ombro para além do possível.
  • Terceira fase: fase de “descongelamento”. Essa fase apresenta uma duração muito variável, em que o movimento do ombro melhora progressivamente, com a redução da inflamação. O paciente vai, aos poucos, retomando a amplitude dos movimentos de forma ampla e a dor desaparece completamente porém,  na maioria dos casos, pode ocorrer uma perda final de 15-20% dos movimentos. A terceira fase dura em torno de 5 a 24 meses.

É importante lembrar que a capsulite adesiva não é a única causa de limitação dos movimentos dos ombros. Diversas outras doenças podem gerar rigidez do ombro, tais como:

  • Tendinites, Artrose do ombro, Osteonecrose, Rigidez após cirurgias, Tendinite calcária, entre outras.

IMPORTANTE:

A capsulite adesiva não pode ser comparada com bursites e com tendinites do ombro. As bursites são provocadas pela inflamação da bursa sinovial (espécie de almofada localizada no interior da articulação). Já as tendinites, são inflamações dos tendões.

O tempo de evolução da doença varia de caso a caso, mas é muito comum que o ombro congelado atrapalhe as atividades normais da vida diária do paciente por pelo menos 2 anos. Por esta razão é imprescindível consultas ao médico, exames de imagem e tratamentos reabilitação para atenuar os efeitos da capsulite, diminuindo o tempo de dor e limitação dos movimentos.

O TRATAMENTO PARA CAPSULITE ADESIVA DA AXIS QUIROPRAXIA & FISIOTERAPIA:

É extremamente comum termos em nosso consultório pacientes em tratamento para capsulite adesiva. Cada caso é um caso! Por este motivo, nossa investigação e tratamento são detalhados e individuais, uma vez que, todas as pessoas respondem diferente ao tratamento da capsulite. É importante levar em consideração as 3 fases da doença, porém, alguns pacientes respondem de forma mais rápida e outros de forma mais lenta. Por isso, é extremamente importante ter calma quando se fala em tratamentos para capsulite adesiva, um erro no tratamento pode por tudo a perder!! Tudo depende do tratamento com antiinflamatórios, receitados em fase inicial pelo médico, da disposição do paciente para mudar hábitos posturais, como dormir, dirigir, afazeres domésticos, posturas no trabalho e, sua disposição para iniciar exercícios voltados na reabilitação na segunda fase, e, também claro, do tratamento clínico de reabilitação. Por exemplo:

Quando um paciente com capsulite adesiva procura os serviços da Axis, ele realiza uma avaliação detalhada e inicia o processo de reabilitação. Neste processo, os profissionais de Fisioterapia e Quiropraxia utilizarão de técnicas fundamentais para a diminuição da inflamação, consequentemente diminuição da dor e ganho de amplitude de movimento.

Quando utilizada a Fisioterapia em conjunto com a Quiropraxia, a melhora é significativa, pois uma complementa a outra, e, assim, o paciente tem um tratamento com tempo de reabilitação diminuído e, consequentemente, menos gastos financeiros para isso!

Geralmente o paciente com capsulite apresenta alterações da função articular do ombro, clavícula,  escápula e cervical alta. Por isso o tratamento com a quiropraxia irá avaliar os bloqueios nessas articulações e, se necessário, ajustar a articulação, possibilitando uma melhor conexão neural e funcional articular. Visa aumentar a amplitude de movimento gradualmente a fim de não aumentar a resposta inflamatória

A fisioterapia utiliza técnicas específicas para cada fase. Iniciando com recursos para diminuição da inflamação com laser, eletroterapia, bandagens funcionais, mobilizações e trabalho miofacial superficial e indicação de gelo de 2 em 2 horas na primeira fase. Quando o paciente evolui para a segunda fase, utiliza-se liberações de aderências, fibroses, mobilizações, contraturas superficiais e profundas, agulhamentos (mais conhecido com dry needling), exercícios ativos forçando a amplitude e respeitando os níveis de dor do paciente, pois nesta fase o ombro não poderá perder amplitude e nem o paciente regredir e voltar a fase anterior, seja por aumento de dor e inflamação. Já na terceira fase da reabilitação, prescreve se exercícios domiciliares semanais, fortalecimento, mobilizações e movimentos específicos para prevenir a recidiva da capsulite, bem como, o ganho máximo da amplitude de movimento do ombro.

A AXIS acompanha o paciente e sua evolução em todas as fases do tratamento, tendo como princípio o trabalho multiprofissional, isto é, em contato com educador físico, médico e nutricionista a fim de possibilitar um tratamento positivo e seguro ao paciente !

DICAS:

Importante respeitar as fases da lesão, o uso adequado de antiinflamatórios e o uso adequado do gelo. Massagens são ótimas aliadas da dor, porém podem aumentar a inflamação em fase inicial da lesão. Mantenha o uso de travesseiros a fim de melhorar o posicionamento do ombro. Tipoias podem aderir ainda mais a estrutura. Existem outras opções como as bandagens que estabilizam, porém não limitam o movimento, tão-pouco   diminuem a força e a capacidade muscular.  Peça ajuda a um Fisioterapeuta para melhorar e adaptar sua estação de trabalho, como mesas, cadeiras e computadores, diminuindo sobrecargas das posturas inadequadas!!

Até a próxima!!!

Axis Quiropraxia & Fisioterapia

Mais informações:

(51)999452460/(51)981787244

 

 

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